Poemas góticos


Anjo da minha vida;
    Eterna Amada
 
Misteriosa noite... Pálido luar!
Emudece-me a madrugada sombria, que estás a tiritar.
Do vasto céu a vi descer sobre uma névoa
Tinhas um véu negro, és tão bela!...
Meu anjo verdadeiro és minha donzela.
 
Anjo da minha vida...
Seus lábios úmidos, sua face fria.
Cabelos negros, olhos vidrentos.
Não deixe-me mais
Teu corpo estás macilento!
 
Divino corpo pálido
Seus olhos, purpúreo orvalho.
Derramou uma chuva de pranto
Eras infame?Parecia queimar sua face
Eram lágrimas de sangue, eis um sentimento de verdade.
 
Entre a luz divina da lua prata, viestes até mim.
Anjo da minha vida; minha eterna amada.
Ao lado do cipestre no jardim, junto aos túmulos dos sepultos,
Amamo-nos no relento da madrugada... Fechai-nos o sepulcro!
Ficarei contigo para sempre, és eternamente minha amada...
 
                                     Fernando Mendonça
 
 ''meu dono ''

sou eu que te rouba os sentidos
Que te lê os pensamentos e sabe
Apenas no olhar como estão teus pensamentos
Sou eu que entende OS teus sentimentos
sou eu que entende os teus probremas
Descanta o teu corpo
Como se fosse os versos de um poema
Sou eu que vive no teu sonho
Ete deixa pensar que é meu dono
Porque você é o homem
Q ue eu amo 
                         Adelaine (akasha of lestat )
Asas abertas,vôo solitário,
escuridão,delicada escuridão
a envolver,quem é você?
Maldito destino,
desatino é te conhecer,
belos olhos de matar
e morrer...
Vida para quê?
Noite irmâ,solidão,
o que há dentro de ti?
Apenas isto que não podes
evitar,natureza predadora,
sina de matar...
Morta mulher a caminhar
pelas curvas da madrugada,
amada sem alma,sangue
e só o sangue te acalma...
Uma vítima incerta,
teus passos calmos,
teu olhar de mar
a afundar,a levar
para o profundo luar...
Senhora da noite,
onde é o teu lugar?
Morte para amar...
Escuridão ao redor,
escura escuridão
dentro de ti...
Sol a desapontar,
lá se vai ela tão só
dormir dentro de mim...

Karla Bardanza
 
Vampira

Eu vejo o calor de teu sangue sob tua pele
E quase me deixo levar pela urgência da sede.
Devo esperar que teu sono chegue e te leve,
Pra que eu possa enfim, lançar minha rede.

Beberei com gosto o líquido que te dá a vida
Mas porque te amo, não deixarei que morras.
Te darei uma chance, uma saída
Trazendo-te também para a sombra das masmorras.

Assim tu viverás para sempre comigo
E juntos faremos nossas caçadas noturnas.
E nos amaremos pois em nós haverá mútuo abrigo.
Para vencer a solidão das horas diurnas.

* * * * * * * 

                        

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